Pastor acusado de estupro tira a própria vida e deixa congregação desnorteada

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Pastor acusado de estupro tira a própria vida e deixa congregação desnorteada

Uma igreja da Flórida está completamente desnorteada com a morte por suicídio de seu ex-pastor principal, reverendo Bryan Fulwider, que estava enfrentando acusações de estupro contra uma adolescente enquanto era pastor dela. O caso teria se repetido diversas vezes.

Ele se matou em casa no último domingo, 27 de outubro. “Nossa família da igreja está em choque e estamos tentando absorver o impacto de todos os eventos que ocorreram nas últimas semanas. Por enquanto, tudo o que podemos fazer é orar pela família de Bryan e pela vítima e, em algum momento, encontrar um caminho para a cura”, disse Shawn Garvey, ministro sênior da Primeira Igreja Congregacional de Winter Park.

Segundo informações do portal The Christian Post, equipes de emergência foram chamadas para a casa do pastor por volta das 23h50 do domingo, onde foi declarado morto. A porta-voz da Polícia da cidade de Altamonte Springs afirmou que a autópsia considerou o caso um suicídio.

Bryan Fulwider tinha 59 anos e era cofundador de um programa de rádio semanal chamado “Amigos Conversando com os Três Sábios”. Ele foi preso no início deste mês por 30 acusações de estupro contra uma pessoa com menos de 18 anos, entre 2005 e 2010, de acordo com o mandado de prisão emitido pelo Departamento de Polícia de Winter Park.

No dia 17 de outubro, ele conseguiu a liberdade temporária por meio do pagamento de fiança. A acusação contra o pastor apontava que ele havia praticado estupro contra a adolescente mais de 100 vezes a partir dos 14 anos, e teria se aproximado dela quando tinha apenas 13 anos, com a intenção de prepará-la para o relacionamento abusivo.

A adolescente frequentava a Primeira Igreja Congregacional de Winter Park, que é uma congregação progressista, desde a infância.

“Quando você atravessa as portas da Primeira Igreja Congregacional, encontra uma comunidade de pessoas que recebe calorosamente e genuinamente todos, independentemente da tradição religiosa, orientação sexual, situação conjugal, situação financeira ou social. Esta é uma igreja que recebe abundantemente todos em volta da mesa. A Primeira Igreja Congregacional é um lar para todos que buscam explorar e alimentar seu espírito através de quem eles são e do que fazem… juntos”, diz um texto de apresentação no site da igreja.

Os promotores do caso disseram que o processo por estupro contra o pastor Bryan era “extremamente forte” em termos de evidências, devido a uma ligação gravada de quase uma hora entre ele e sua acusadora, na qual ele admitia que ela era uma vítima e ele um predador aos “olhos do lei”.

No entanto, o pastor parecia tentar justificar suas ações, sugerindo que a acusadora era “muito maduro para o seu próprio bem” na época dos fatos. “Aqui nunca houve nada de mesquinho ou ruim sobre isso e você sempre foi madura demais para o seu próprio bem e eu sempre te amei”, diz um trecho do inquérito que reproduz a conversa. “Não era como se eu estivesse caçando pessoas. Foi uma conexão”, teria acrescentado o pastor.

Em um comunicado emitido na segunda-feira, a acusadora de Bryan Fulwider disse que ela não ficou chocada com o suicídio dele: “O dia de Fulwider no tribunal nunca chegará porque ele sabia todas as verdades que eu poderia contar”, escreveu ela.

“Minha história não termina com a covardia; Trabalharei nos próximos meses para obter justiça para mim e quaisquer outras vítimas afetadas pelo abuso de Fulwider. Estou pensando nas outras vítimas de Fulwider e espero que estejam bem esta noite”, acrescentou.

O pastor não havia sido acusado pela polícia de abusar de mais ninguém no momento de sua morte, mas detetives que investigavam se poderia haver vítimas adicionais e pediram a qualquer pessoa com informações sobre o caso ou que pudesse ter sido vítima de Fulwider que entrasse em contato.

O advogado do pastor acusado, Jacob V. Stuart Jr., observou anteriormente que seu cliente negava “veementemente todas as alegações que foram feitas contra ele”. Caso fosse julgado e condenado, ele poderia ter enfrentado prisão perpétua.

Fonte: Gospel+

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