Evangélicos são “oferendas de Bolsonaro ao deus Moloque”, diz pastor

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Evangélicos são "oferendas de Bolsonaro ao deus Moloque", diz pastor

O pastor Alexandre Gonçalves, da Igreja de Deus em Santa Catarina, publicou, neste sábado, 18, na sua conta do Twitter, uma crítica aos evangélicos que se aglomeram nas ruas para cultos e orações.

O pastor afirmou que os evangélicos serão responsáveis pela mortandade no Brasil por causa das aglomerações e concluiu dizendo que os evangélicos se tornaram “oferendas de Bolsonaro ao deus Moloque”. Moloque era um deus dos amonitas, que era adorado na terra de Canaã. O culto a Moloque ficou conhecido pelo sacrifício de crianças em honra ao ídolo. Na Bíblia, Deus proibiu a adoração a Moloque. (Levítico 20:2-5)

A crítica foi feita após o pastor compartilhar uma matéria do site Bem Paraná, que mostra a realização do evento chamado “Profetiza Curitiba 2020”, que teria acontecido em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, e reuniu diversos manifestantes, em sua maioria evangélicos, para pedir o fim do isolamento social e para orar em prol do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, na noite da sexta-feira, 10 de abril, em Curitiba.

“Os evangélicos serão, de maneira generalizada e indiscriminada, responsabilizados, infelizmente, pela mortandade em nosso país. Tornaram-se oferendas de Bolsonaro ao deus Moloque a quem ele adora e serve”, disse o pastor Alexandre Gonçalves.

O evento foi uma carreata, mas diversos manifestantes, conforme mostram as imagens abaixo, deixaram seus veículos e fizeram orações no meio da avenida, alguns até mesmo com crianças de colo.

No Twitter e no Facebook, as reações ao evento foram diversas. Enquanto alguns chamaram o ato de “irresponsabilidade”, por descumprir medidas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), outros exaltaram a manifestação, dizendo que nesse dia “o o Povo de Deus, unido em oração, intercedeu pelo mundo, pelo Brasil e por Curitiba”.

O advogado Eduardo Goldemberg, por exemplo, retuítou o vídeo da manifestação com o seguinte comentário: “O Brasil será ainda mais devastado graças à ação desses imbecis que, cegamente, seguem o genocida @jairbolsonaro que vem assombrando o mundo com sua ignorância. Que horror”.

Por outro lado, o pastor Eneas Guedes, em seu Facebook, disse que “uma linda multidão” dobrou o joelho, com todos orando e “repreendendo o mal que está assolando a nação brasileira e o mundo”.

Igrejas fechadas no Brasil

Diversas igrejas no Brasil têm sido denunciadas, fechadas e até interditadas por descumprirem as determinações de isolamento social para combater o coronavírus.

No final do mês de março, a igreja evangélica Assembleia de Deus da Vila Redenção, em Aparecida de Goiânia (GO), decidiu ir à justiça para permanecer aberta durante a pandemia.

Um culto evangélico que estava sendo realizado em um templo da Igreja Mundial, no Bairro Setor Sul, em Vila Rica (1270 km de Cuiabá) no Mato Grosso, também, no final de março, foi encerrado pela polícia militar e o pastor da igreja e sua esposa foram detidos.

O pastor de 34 anos e sua esposa, de 31 anos, que não tiveram suas identidades divulgadas, decidiram ir contra os decretos estadual e municipal, e realizaram um culto no templo, aglomerando dezenas de pessoas, segundo informações da polícia.

Foram os vizinhos que ligaram para a polícia e registraram a denúncia, temendo a contaminação por coronavírus.

Já no início de abril, fiéis da Igreja Universal de Vitória (ES), em Andorinhas, denunciaram a realização de cultos normalmente com a presença de centenas de pessoas, sem que fosse respeitado o espaço entre elas.

Apenas na manhã do domingo (05), os membros afirmam que a celebração contou com cerca de 450 fiéis, o que vai contra a determinação do governo estadual, que proíbe aglomerações, inclusive em igrejas e templos com mais de 50 pessoas.

De acordo com as denúncias, para não deixar rastros em redes sociais, pastores estariam convocando os fiéis em suas próprias casas. No fim dos cultos, a ordem seria sair da igreja em pequenos grupos para não despertar atenção.

E em Betim (MG), a cerca de 40 km de Belo Horizonte, duas igrejas foram interditadas na manhã da segunda-feira, 13 de abril, por uma equipe da Vigilância Sanitária da cidade, em conjunto com a Procuradoria Geral do Município e a Guarda Municipal.

As equipes receberam diversas denúncias anônimas por telefone e até mesmo em vídeo de que houve aglomeração de fiéis durante os cultos na Igreja do Evangelho Quadrangular e na Igreja Movimento Comunidade Quadrangular, localizadas nos bairros de Laranjeiras e Filadélfia.

Em Recife, algumas igrejas como a Universal e a Mundial do Poder de Deus, foram flagradas funcionado em meados de março.

Igrejas são focos do coronavírus

Em alguns países, as igrejas foram consideradas focos do coronavírus covid-19, por se recusarem a obedecer o isolamento social.

Na Coreia do Sul, a igreja Grace River fica localizada em Seongnam, 20 quilômetros ao sul de Seul, fechou depois que um terço dos 135 fiéis apresentou resultado positivo para Covid-19, incluindo o pastor e sua esposa. A igreja seguiu com a celebração de cultos, apesar dos apelos do governo para que a população evitasse qualquer evento público e sobretudo religioso.

Ainda na Coreia do Sul, o líder da igreja Shincheonji deve enfrentar acusações de assassinato pela disseminação do vírus causador do COVID-19 no país. Autoridades alegam que a igreja Shincheonji está no centro da disseminação do vírus que se espalhou pela Coreia do Sul, em parte devido a sua natureza secreta e às tentativas de seus membros de ocultar sua afiliação.

De acordo com o New York Times, o líder Lee Man-hee disse aos seguidores da seita que a epidemia foi resultado do “mal que ficou com ciúmes do rápido crescimento da Shincheonji”, e os membros se recusaram a cooperar com as autoridades que administram os testes para o vírus.

Nos EUA, vários membros de uma igreja pentecostal de Illinois, estavam no hospital ou em quarentena, no final de março, depois que pelo menos 43 congregantes adoeceram após um culto de avivamento e pelo menos 10 deles deram positivo para o novo coronavírus.

Pastores já morrem nos EUA, inclusive, alguns que afirmaram que o vírus estava sendo usado como uma ferramenta do diabo para manipular as massas ou silenciar os cristãos. O bispo Gerald O. Glenn, 66 anos, fundador e pastor da Igreja Evangélica New Deliverance em Chesterfield, Virgínia, que desafiou as advertências sobre o perigo de reuniões religiosas durante a pandemia e prometeu continuar pregando “a menos que eu esteja na cadeia ou no hospital” morreu depois de contrair o Covid-19.

O pastor Rodney Howard-Browne, líder dos Revival International Ministries e The River Church, em Tampa, Flórida, teve sua prisão decretada por violação de uma ordem que proíbe grandes cultos durante a pandemia de coronavírus em andamento, nos EUA.

Na França, uma igreja pentecostal foi identificada no início de março como uma importante fonte de contaminação pelo coronavírus.

O Covid-19 se espalhou de Cotentin (Norte da França) para a Córsega e Guiana Francesa, depois que mais de 2.000 pessoas (incluindo cerca de 300 crianças) vindas de toda a França, inclusive do exterior e de países vizinhos como Suíça, Bélgica e Alemanha, reuniram-se nessa igreja, de 17 a 24 de fevereiro, como parte da Semana de Jejum e Oração.

Fonte: Folha Gospel com informações de Bem Paraná e Twitter do pastor Alexandre Gonçalves

Um comentário

  1. Satanás está furioso com os cristãos principalmente com aqueles que estão orando pelo Brasil e seu presidente
    Esse pastor pra mim ele é um falso PROFETA
    O BRASIL É DO SENHOR JESUS amém. ....

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