“O pensamento religioso nos faz acreditar que Deus nos ama pelo que fazemos”, diz pastor

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“O pensamento religioso nos faz acreditar que Deus nos ama pelo que fazemos”, diz pastor

Enquanto o mundo está tomado por ambientes de hostilidade, o pastor Joel Engel traz uma mensagem sobre um elemento que, embora seja muito falado, ainda é pouco entendido: o amor.

Para isso, ele apresenta o que a Bíblia diz sobre o tema, em 1 João 4:8: “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”.

“Deus é tão infinito que Ele não pode ser explicado em uma única definição. A única vez na Bíblia em que Deus é sintetizado é neste versículo. A essência de Deus é amor”, disse ele em culto transmitido na terça-feira (3).

Como podemos transbordar do amor de Deus? Segundo o pastor, é preciso buscar sua essência — a palavra hebraica para amor é ahava, que em sua raiz significa “dar”. 

“Segundo a Bíblia, amor não começa com sentimento, o amor é uma ação. Amor só é amor quando se dá”, explica Engel. “A nossa capacidade de amar é muito limitada. Mas quanto mais você se esforça para cuidar de alguém, mais você ama essa pessoa. Amar é realizar uma ação em favor de alguém”.

O pastor observa que o homem é carente de amor desde o nascimento, e tem a necessidade de ser nutrido pelo afago materno. “A figura da mãe é a primeira manifestação do amor de Deus que podemos experimentar”, comenta.

Engel também destaca que toda a humanidade foi gerada do amor, esta substância invisível de Deus. “Toda pessoa tem dentro dela essa substância, inclusive as mais maldosas. Todos precisam ter alguém para amar e para ser amado, todos buscam o vínculo de uma família”, afirma.

Qual então a razão para o ódio? Segundo Engel, pessoas que são movidas pela raiva expressam um clamor profundo de sua alma: “eu quero ser amado”.

“Quando alguém está com raiva de você, não reaja da mesma forma; a falta de amor leva a pessoa a agir assim. A ausência do amor traz escuridão ao homem. A ausência do amor leva a uma linguagem de violência”, avalia.

Os quatro amores

Joel Engel explica que cada um dos 4 níveis de vida (físico, emocional, mental e espiritual) precisam de 4 tipos diferentes de amor. Sua avaliação é baseada no conceito do autor e teólogo C.S. Lewis, que usou as palavras gregas para explorar a natureza do amor na perspectiva cristã.

Amor físico, o amor Eros: é o amor no sentido de “amor romântico”, que fala da necessidade física do homem. “É o amor menos valioso, porque é um amor interesseiro, que está em busca de satisfação pessoal. Eu não chamaria de amor, chamaria de atração física”, comenta Engel.

Amor emocional, o amor Philia ou Fileo: é um forte vínculo que existe principalmente entre amigos e companheiros. “É um amor que corresponde à sua necessidade emocional. É preciso ter esse amor em todos os relacionamentos, mas ele só cresce se houver correspondência e se for alimentado”, observa Engel.

Amor mental, o amor Storge: é o amor fraternal, que fala sobre o afeto especialmente entre os membros da família. “É um tipo de amor que também precisa de troca e constantemente precisa de alimento”, afirma.

Amor espiritual, o amor Ágape: é o amor incondicional de Deus. “Deus nos ama porque Ele é amor. Ele não me ama porque sou da família, ou porque sou um amigo. Ele simplesmente me ama porque Ele é amor. Não há como ser diferente. Se você falhar com seu amigo, você perde o amigo. Se você falhar com Deus, você não perde a Deus”, afirma o pastor.

Por fim, Engel avalia um conceito enganoso sobre amor de acordo com a visão religiosa. “Muitos religiosos pensam que para ter o amor de Deus, é preciso ter uma conduta religiosa impecável — por que eu quero que Deus me ame, eu devo fazer alguma coisa. Deus ama porque Ele é amor, não porque eu faço alguma coisa”.

Fonte: Guiame

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