Extremistas islâmicos decapitam pastor e obrigam esposa a carregar restos mortais

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Extremistas islâmicos decapitam pastor e obrigam esposa a carregar restos mortais

Em Moçambique, extremistas ligados ao Estado Islâmico do Iraque e Levante (EI) decapitaram um pastor e entregaram sua cabeça decepada para sua esposa, forçando-a a carregá-la para a delegacia de polícia para prestar depoimento.

Os militantes do EI decapitaram mais de 50 pessoas, incluindo mulheres e crianças nos distritos de Miudumbe e Macomia, na província de Cabo Delgado, nos últimos anos.

As informações foram dadas pelo ICC (International Christian Concern ), na quarta-feira (15). O assassinato também foi relatado pelo Daily Mail, mas o nome do pastor não foi divulgado.

Conforme o Christian Post, militantes jihadistas do Al-Shabaab atuam na mesma região e vem forçando mulheres e meninas a se casarem com seus combatentes. Algumas foram sequestradas e mantidas em cativeiro até o pagamento do resgate ser efetuado pelos familiares. 

Não se acredita, porém, que este grupo denominado Al-Shabab, em Moçambique, tenha qualquer ligação com o grupo terrorista de mesmo nome, com base na Somália.

Decapitação vem sendo praticada pelos terroristas

O norte de Moçambique vive o auge de uma onda de violência que tomou conta da região, quando insurgentes islâmicos passaram a promover assassinatos, decapitações e sequestros de mulheres e crianças em vilarejos.

No dia seguinte ao assassinato do pastor, o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, afirmou que o número de ataques jihadistas havia diminuído este ano depois que Ruanda e países vizinhos ajudaram a combater a insurgência jihadista islâmica radical.

Mas, de acordo com  o ACLED (Armed Conflict Location and Event Data Project), uma organização especializada em coleta, análise e mapeamento de crises e conflitos, o número de ataques subiu disparadamente em pouco tempo.

Perseguição aos cristãos está mais intensa

A província de Cabo Delgado sofreu pelo menos 776 eventos de violência organizada, desde 2017. Em janeiro de 2021, foram contabilizadas 2.578 mortes por violência organizada e 1.305 mortes de alvos civis. 

Cabo Delgado, região rica em petróleo, foi invadida pelo movimento jihadista que tem deslocado milhares de pessoas. Em 2018, o grupo terrorista jurou fidelidade ao Estado Islâmico do Iraque e Síria. 

Em 2019, o Estado Islâmico confirmou o grupo como afiliado e assumiu a responsabilidade por alguns ataques. Conforme a ONU, estima-se que mais de 745 mil pessoas estejam deslocadas internamente em Moçambique devido ao extremismo islâmico desde 2017.

Moçambique está classificado como o 45º pior país em perseguição na Lista Mundial da Perseguição 2021, da Portas Abertas. Ataques extremistas vêm acontecendo com frequência, matando muitos cristãos, além de escolas invadidas e igrejas queimadas. 

Fonte: Guiame

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